Causas principais da queda de pelo em cães e gatos
Seu cão ou gato está perdendo muito pelo? Essa situação preocupa muitos tutores, pois afeta a saúde e a aparência dos animais. A queda de pelos é mais comum do que você imagina e tem várias origens diferentes.
Neste guia, você vai conhecer as causas reais por trás da queda de pelo em pets domésticos e como identificar quando é hora de procurar um veterinário.
Entender o que provoca a perda de pelos ajuda você a agir rapidamente e proteger o bem-estar do seu melhor amigo.
Mudanças de estação e ciclos naturais
Os cães e gatos seguem ciclos biológicos relacionados às mudanças climáticas. Durante a transição entre as estações, especialmente na passagem do inverno para a primavera e do verão para o outono, os animais renovam completamente sua pelagem.
Esse processo é totalmente natural. O corpo do animal produz novos pelos para se adaptar às temperaturas diferentes. A queda pode durar entre 2 e 8 semanas, dependendo da raça e do clima da sua região.
Raças com pelos mais longos, como Golden Retrievers, Huskies e Pastores Alemães, perdem ainda mais pelos nesse período. Gatos de pelos longos também experimentam quedas mais intensas.
Você vai notar pelos em móveis, roupas e no chão. Isso é completamente normal e esperado. Uma escovação diária durante esses períodos ajuda a controlar a quantidade de pelos soltos.
Problemas dermatológicos e infecções
Coceira excessiva seguida de queda de pelos indica um possível problema na pele. Dermatites, alergias e infecções são as causas dermatológicas mais comuns.
As infecções fúngicas, como a micose, causam queda localizada e descamação visível. Seu pet pode desenvolver manchas circulares sem pelos. Essa condição é transmissível para outros animais e até para humanos, exigindo tratamento imediato.
Infecções bacterianas também provocam queda, acompanhadas de vermelhidão, inchaço e odor desagradável na pele. Essas infecções geralmente surgem após ferimentos ou quando o animal não recebe banhos regulares.
- Micose: deixa manchas redondas sem pelos, coceira intensa
- Dermatite de contato: reação a substâncias irritantes (sabão, químicos)
- Otite seboica: alteração na produção de óleo da pele
- Pioderma: infecção bacteriana profunda com pus e feridas
Alergias alimentares e ambientais
As alergias representam uma das razões mais frequentes para queda de pelo em pets. Seu cão ou gato pode ser alérgico a componentes específicos da ração ou a elementos presentes no ambiente.
Alergias alimentares geralmente envolvem proteínas como frango, trigo, soja ou leite. O animal desenvolve coceira na pele e nas orelhas, lambe as patas constantemente e perde pelos nessas regiões.
As alergias ambientais incluem pólen, ácaros, mofo e pó domiciliar. Gatos sensíveis sofrem especialmente com ácaros. A queda intensifica durante as épocas de maior presença do alérgeno.
Você pode observar que a queda vem acompanhada de comportamentos repetitivos: o animal morde e coça a pele constantemente, deixando feridas abertas. Esse ciclo prejudica ainda mais a saúde da pelagem.
Um teste de eliminação alimentar ou avaliação ambiental feita por um veterinário ajuda a identificar a alergia específica. Mudanças na ração ou ajustes no ambiente do pet costumam resolver o problema.

Parasitas internos e externos
Pulgas, carrapatos e parasitas intestinais causam queda significativa de pelo. Esses organismos se alimentam de sangue e tecidos, deixando o animal debilitado e irritado.
Pulgas são responsáveis por até 50% dos casos de queda excessiva em pets. Uma única pulga pode causar coceira intensa, especialmente em animais sensíveis. A dermatite alérgica à pulga é grave: bastam poucas pulgas para desencadear uma reação severa.
Carrapatos afetam principalmente cães que têm acesso a áreas com vegetação densa. Além da queda, o animal fica anêmico se infestado por muitos parasitas. Carrapatos também transmitem doenças graves como babesiose e erliquiose.
Parasitas intestinais como vermes e giardíase comprometem a nutrição do animal. O pet absorve mal os nutrientes, resultando em pelagem fraca e queda aumentada. Você vai notar também diarreia, vômitos e perda de peso.
A prevenção é fundamental. Use antipulgas e carrapaticidas recomendados pelo seu veterinário regularmente. Verminífugos a cada 3-6 meses protegem contra parasitas internos.
Deficiências nutricionais e desequilíbrios
Uma pelagem saudável reflete uma nutrição adequada. Quando faltam proteínas, ácidos graxos ômega-3, zinco ou vitaminas B, a queda de pelo aumenta significativamente.
Rações de baixa qualidade não fornecem todos os nutrientes necessários. O animal pode comer normalmente, mas absorver pouco valor nutritivo. Sua pelagem fica opaca, quebradiça e cai com facilidade.
Ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 são críticos para manter a saúde da pele e da pelagem. A deficiência desses nutrientes causa coceira, descamação e queda excessiva. Você encontra ômega em peixes, sementes de linhaça e suplementos específicos.
Proteínas de boa qualidade são a base de uma pelagem forte. Pelo é composto principalmente de queratina, uma proteína. Sem proteína suficiente, o pelos fica fraco e se desprende facilmente.
Avaliar a ração do seu pet com um veterinário nutricionalista garante que ele receba todos os nutrientes essenciais. Mudanças para marcas premium ou adição de suplementos costumam resolver a queda relacionada a deficiências.
Estresse, ansiedade e fatores emocionais
Você sabia que pets também sofrem com estresse? Mudanças na rotina, novos animais em casa, barulhos altos ou falta de atividades físicas desencadeiam queda de pelo.
Gatos são especialmente sensíveis a alterações ambientais. Uma mudança de casa, a chegada de um novo pet ou até obras no imóvel podem provocar alopecia psicogênica, que é a queda causada por estresse emocional.
Cães ansiosos, especialmente raças de temperamento nervoso, exibem comportamentos compulsivos como lamber excessivamente as patas e o corpo. Isso causa lesões na pele que levam à queda de pelos em áreas específicas.
A ansiedade por separação é comum em pets que passam muitas horas sozinhos. Ofereça enriquecimento ambiental, brinquedos interativos e mais tempo de atividade para reduzir o estresse.
Desequilíbrios hormonais e endócrinos
Problemas hormonais como hipotireoidismo e Síndrome de Cushing causam queda de pelo simétrica em ambos os lados do corpo. Esses desequilíbrios afetam todo o metabolismo do animal.
O hipotireoidismo é mais comum em cães, especialmente em animais acima de 5 anos. Além da queda, você vai notar letargia, ganho de peso, pele seca e pelagem opaca.
A Síndrome de Cushing (hiperlipoproteinemia) resulta em queda simétrica, pele enrugada, aumento da sede e da micção. Tumores na glândula pituitária ou adrenal causam essa condição, que exige diagnóstico por exame de sangue.
Desequilíbrios hormonais em gatas não castradas também provocam queda. Ciclos reprodutivos alterados afetam a pelagem e o comportamento.
Exames de sangue são essenciais para diagnosticar desequilíbrios hormonais. Uma vez identificado o problema, medicações específicas estabilizam os hormônios e recuperam a saúde da pelagem.
Reações adversas a medicamentos
Certos medicamentos têm queda de pelo como efeito colateral. Antibióticos, anticonvulsivantes e alguns tratamentos contra câncer podem desencadear essa reação.
Se seu pet começou a cair muito de pelos logo após iniciar um novo medicamento, converse com o veterinário. Às vezes é possível trocar a droga por uma alternativa que não causa esse efeito.
Vacinas também podem provocar queda temporária de pelo no local da injeção. Essa reação é rara, mas possível em animais sensíveis.
Quando procurar um veterinário
Nem toda queda de pelo exige preocupação, mas certos sinais indicam que você deve marcar uma consulta urgente com o veterinário.
- Queda em excesso: além do esperado para a estação do animal
- Coceira intensa: o pet coça-se até machucar a pele
- Áreas calvas: manchas redondas ou irregulares sem pelos
- Odor desagradável: vem da pele ou da pelagem do animal
- Mudanças comportamentais: letargia, apatia ou agressividade repentina
- Descamação visível: cocô branco ou ressecamento extremo da pele
O veterinário pode fazer raspado da pele, cultura fúngica ou exame microscópico para identificar a causa exata. Exames de sangue revelam problemas hormonais e nutricionais.
Não deixe a queda de pelo sem investigação. Quanto mais cedo você identifica a causa, mais rápido seu pet volta a ter uma pelagem saudável e bonita.
Dicas práticas para reduzir a queda de pelo
Independentemente da causa, algumas práticas ajudam a minimizar a queda enquanto você resolve o problema raiz.
Escove seu pet diariamente, especialmente durante períodos de queda intensiva. A escovação remove pelos soltos antes que caiam por toda a casa e evita emaranhados que pioram a saúde da pelagem.
Banhos mensais com shampoos específicos para o tipo de pele do animal mantêm a pele limpa e hidratada. Evite produtos muito ásperos que agridem a derme.
Uma ração de alta qualidade com proteínas, gorduras e micronutrientes adequados é investimento essencial. Rações premium custam mais, mas resultam em pelagem muito mais saudável.
Ofereça suplementos de ômega-3 se o veterinário recomendar. Esses nutrientes fortalecem a pele e reduzem inflamações relacionadas a alergias.
Mantenha o ambiente limpo, sem acúmulo de ácaros e mofo. Use umidificadores em épocas secas do ano, pois a falta de umidade agrava a descamação.
Atividade física regular reduz o estresse e melhora a circulação sanguínea, beneficiando a saúde geral e da pelagem. Cães precisam de passeios diários; gatos necessitam de estímulos e brinquedos interativos.
A queda de pelo em cães e gatos é um sinal de que algo precisa de atenção. Ao compreender as causas principais—desde mudanças sazonais até problemas hormonais—você consegue tomar medidas eficazes para melhorar a saúde do seu pet. Não hesite em procurar orientação veterinária para diagnosticar a origem exata e receber tratamento apropriado. Com cuidados corretos e paciência, sua companhia em breve terá uma pelagem radiante novamente.
